Autoria contra tradução ou tradução como autoria: Milan Kundera, Jorge Luis Borges e o fim do indivíduo

Data de publicació

2020-12-07T09:37:40Z

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2009

2020-12-07T09:37:41Z

Resum

[eng] Translation has often been seen as an activity subordinate to creation. However, numerous works considered as by an author, even essential works in the literary canon, are very close to translation. Shakespeare recycled stories and Diderot translated Sterne in his own way. Can translation not be viewed as just another literary genre? This is the perspective defended by Borges, but strongly opposed by Kundera. Whereas Borges questions whether precedence has to mean pre-eminence, Kundera understands the crisis of authorship as an attack on the individual. Does the end of the submission of the translation necessarily have to be the end of the recognition of creativity? [por] A tradução tem-se considerado com frequência uma atividade subalterna à criação. No entanto, muitas das obras catalogadas como sendo de autor, e até canônicas e basilares, aproximam-se bastante da tradução. Shakespeare reciclava histórias e Diderot traduzia Sterne do jeito dele. Não se poderia classificar a tradução como mais um gênero literário? Essa é a perspectiva defendida por Borges, e, pelo contrário, contestada por Kundera. Enquanto Borges questiona que a precedência deva implicar preeminência, Kundera sente a crise da autoria como um atentado contra o indivíduo. O fim da submissão da tradução tem de ser necessariamente o fim do reconhecimento da criatividade?

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Portuguès

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Pós-graduação em Estudos da Tradução - PGET. Universidade Federal de Santa Catarina

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Cadernos de Tradução, 2009, vol. 24, num. 2, p. 9-30

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, 2009

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